A 14ª cimeira ordinária da União Africana, que se iniciará domingo em Addis Abeba (Etiópia) vai dar as directivas fortes para acelerar a redução da fractura digital entre o restante do Mundo e a África que apenas conta actualmente 2,5 porcento de utentes da Internet, disse sexta-feira em Addis Abeba o comissário da UA encarregue das Novas Tecnologias, Comunicação e Informação (NTIC).
Tagged under TICsO condicionamento, definido pelo alinhamento dos princípios da mundialização liberal, é omnipresente: favorizar a liberalização, abrir os mercados, tornar-se atrativo para os investidores estrangeiros privados. Super creditar que os meios de controle político pela tríade Estados Unidos, Europa e Japão, foram renforçados pela adjunção de um condicionamento político: o respeito aos direitos humanos, a democracia eleitoral e o pluripartidarismo, a boa governança, tudo temperado por um discurso insípido sobre a “pobreza”. A Declaração de Paris constitui-se então, um recuo em comparação às práticas de “décadas de desenvolvimento” (1960-1970) desde que o princípio de livre escolha pelos países do Sul de seu sistema e de suas políticas econômicas e socais seja admitido.
A pobreza, a sociedade civil, a boa governança : a retórica pobre do discurso dominante sobre « ajuda ».
O termo mesmo « pobreza » releva a uma linguagem de caridade, anterior a constituição de uma linguagem do desenvolvimento dentro do pensamento social moderno, que procura ser científico, quer dizer, descobrir os mecanismo que engendram um fenômeno observável.
Tal como ela nos foi proposta, a “sociedade civil” em questão está associada a uma ideologia de uma dupla consciência:
1- Que nao existe alternativa a uma “economia de mercado” (expressao em si mesma vulgar por servir de substitutivo a análise do capitalismo realmente existente);
2- Que nao existe alternativa a democracia representativa fundada sobre o multiparditarismo eleitoral por servir de substitutivo a concepção de uma democratização da sociedade, sendo ela mesma um processo sem fim.
O conceito autêntico de sociedade civil deve restituir todo seu lugar a organizações de luta: dos trabalhadores (sindicatos), dos cidadãos, das mulheres, dos camponeses. Ele integra e naõ exlui entao os partidos políticos do movimento, reformadores ou revolucionários. Em seu lugar o discurso de “ajuda” da uma premência às ONGS. Esta opção é indissociavel de uma outra ideologia dominante, que percebe dentro do “Estado” o adversário natural da liberdade. Dentro das condições de nosso mundo real, esta ideologia vem legitimar a “selva de negócios”, como a crise financeira em curso pode ilustrar.
A “governança” foi inventada como substitutivo ao “poder”. A oposição entre estes dois qualificativos – boa ou má governança – remete ao maniqueismo e ao moralismo, substituindo a análise da realidade. Mais uma vez este modo nos vem da sociedade do outro lado do Atlantico, onde o sermão domina o discurso político. A ideologia visível e subjacente sem emprega tao simplesmente a evacuar a questao mais verossímil: a quais interesses sociais o poder em questão, seja ele qual for, representa e defende? Como avançar a transformação do poderm para que ele se transforme progressivamente num instrumento da maioria, em particular das vítimas do sistema tal como ele é? Tendo entendido que a receita eleitoral pluripartidarista ja provou seus limites deste ponto de vista e que, dentro dos fatos, as diplomaciaws da triaade imperialista praticam o principio de dois pesos e duas medidas sem escrúpulo, particularmente no que concerne os “direitos humanos”.Ajuda, geoeconomia, geopolítica e geoestratégia.
As políticas de ajuda, de escolha dos beneficiários, das formas de intervenção são indissociadas dos objetivos geopolíticos.
As diferentes regiões do planeta não possuem funções idênticas dentro do sistema liberal mundial. A África subsaariana está perfeitamente integrada dentro do sistema global, e de nenhuma maneira “marginalisada” como se dizia, sem refletir, muito comumente: o comércio exterior da região representa 45% de seu PIB, contra 30% da Ásia e América Latina, 15% para cada uma das três regiões constitutivas da tríade. A Africa está, então, quantitativamente “a mais” que “a menos” integrada, mas ela é diferente.(1)A geoeconomia da região repousa-se sobre dois conjuntos de produção determinantes dentro do modo de suas estruturas e a definição de seu lugar dentro do sistema global:
1) os produtos agricolas de exportação «tropicais» : café, cacau, algodão, amendoim, futos, óleo de palma, etc ;
2) os hidrocaburantes e a produção mineral : ouro, cobre, metais raros, diamentes, etc. Os primeiros são os modos de vida, além da produção doméstica destinada ao autoconsumo dos camponeses, que financiam o Estados sobre a economia local, e , com as despesas públicas, a reprodução das classes médias. Esta produção interessa mais aos dirigentes locais que as economias dominantes. Ao contrário, o que mais interessa a esses últimos sao os produtos e os recursos naturais do continente. Hoje em dia, os hidrocarburantes e os minerais raros. Amanha, as reservas para o desenvolvimentos dos agrocarburantes: o solo e a água.A corrida pelos territórios rurais destinados a serem convertidos em expansão dos agrocarburantes já está em curso na América Latina. A África oferece, sobre este plano, gigantescas possibilidades. Madagáscar já mordeu o movimento e já concedeu grandes superfícies do lado oeste do país. A prática do código rural congolês (2008), inspirado pela cooperação belga e pela FAO permitirá sem dúvida ao agronegócios de adquirir grandes solos agrários para os valorizar, como o Código Mineiro permitira então a pilhagem de recursos minerais durante os tempos coloniais. Os camponeses inúteis; a miséria agravada quis os espera interessará talvez a ajuda humanitária de amanhã e aos programas de ajuda humanitária do futuro e aos programas de ajuda de redução de pobreza!
A nova fase da história que se abre é caracterizada pelo acentuamento dos conflitos pelo acesso aos recursos naturais do planeta. A tríade se reserva o acesso exclusivo a esta África “útil” (aquela das reservas naturais), e impede o acesso a ele dos “países emergentes” cujas necessidades sobre este plano são já consideráveis e o serão mais e mais. A garantia deste acesso exclusivo passa pelo controle político e pela redução dos Estados africanos ao status de “Estados Clientes”. A ajuda exterior joga aqui funções importantes na manutenção dos Estados frágeis dentro deste statuto.
Não é abusivo então considerar que o objetivo da ajuda é de “corromper” as classes dirigentes. Além das ponctions financeiras (bem conhecidas, e pelas quais se faz crer que os doadores os fazem por nada!), a ajuda torna-se “indispensável” (porque elas se transformaram numa fonte importante de financiamento dentro dos orçamentos) incluida dentro desta função política. É importante que esta ajuda não seja reservada exclusivamente e integralmente aos homens em posto de comando, ao “governo”. É necessário que ela se interesse igualmente as “oposições” capaveis de os suceder. O papel da sociedade dita civil e de algumas ONGS se encontra aqui.
A ajuda em questão, para ser politicamente eficaz, deve igualmente contribuir para a manutenção da inserção dos camponeses neste sistema global, esta inserção alimenta outras fontes de verba do Estado. A ajuda deve igualmente se interessar pelo progresso da “modernização” as culturas de exportação. O caso do Niger ilustra a perfeição da articulação dos recursos minerais estratégicos (o urânio) \ ajuda “indispensável” \ manutenção do países neste estatuto de Estado cliente. (2)
Num excelente artigo publicado pelo Monde Diplomatique (3), o autor estabeleceu com força esta ligação. O Niger é, para as potencias ocidentais, antes de tudo, um país de urânio. A diplomacia da tríade sabe disso e a situação geográfica do Níger os faz ainda pior. Por isso, que a arma da rebelião tuareg é mobilizada aqui, com cinismo. O conflito em torno das concessões, monopólio exclusivo da França, revela a realidade da ameaça (pela entrada da China neste jogo).
Os contornos de uma ajuda alternativa que mereceria seu nome
A elaboração de uma visão global de ajuda não pode ser delegada a OCDE, ao Banco Mundial ou à União Européia. Esta responsabilidade vem da ONU e a ela somente.Que esta organização seja, por natureza, limitada pelo monopólio dos Estados, censurados de representar os povos, que seja. Mas já existem tantas organizaçãoes a serviço da tríade. Que proponhamos de reforçar a presença mais direta dos povos ao lado dos estados, que seja. Discutir as formas possíveis disto que merecem atenção. Mas esta presença deve ser concebida de forma a reforçar a ONU. Não podemos a substituir por formulas de participação de ONG pelas conferenciaws concebidas e geradas pelo Norte (e manipuladas fortemente pelas diplomacias do Norte). Por isso é necessário sustentar a iniciativa tomada pelo EOSOC em 2005 pela criação do Forum de Cooperação para o Desenvolvimento (DCF). Esta iniciativa basea-se sobre esta questão de construção de parcerias autenticcas dentro da perspectiva daquela de um mundo policêntrico. A iniciativa é, como podemos imaginar, muito mal vista pelas diplomacias da Tríade.
Mas deve-se ir mais longe e ousar franquear uma « linha vermelha ». Não “reformar” o Banco Mundial, o OMC, o FMI. Não se limitar a denunciar as consequências darmáticas de suas políticas. Mas propor instituições alternativas, em definir positivamente as tarefas e desenhar os contornos institucionais. A opção por uma ajuda alternativa é indissociada da formulação de um desenvolvimento alternativo. Os grandes princípios que dão um sentido ao desenvolvimento são no mínimo os seguintes :
1)O desenvolvimento exige a construçaõ de sistemas produtivos diversificados, quer dizer, em primeiro lugar engajados com a rota da industrialização. Devemos contatar que a recusa tenaz de reconhecer a necessidade desta perspectiva para a África subtropical. Como compreender anteriormente a proposição concernente a “dérive industrielle démentielle « sobre este assunto que no mínimo nos deveria fazer rir (qual é o país africano atual que é sobre-industrializado!) as vezes reprimidos pelos amigos “alteromundialistas”. Não percebemos que sao justamente os países que sao engajados nesta via demencial que são hoje em dia os países ditos emergentes (a China, a Coréia e alguns outros) ?
2)Por seu lado, a diversificação, e a industrialização exigiram a construção de formas de cooperação regionais adequadas. As fromas destas aqui devem ser reinventadas por serem coerentes com os objetivos do desenvolvimento desenhados aqui. Os mercados comuns regionais, que dominam as instituições (quando eleas existem e funcionam) nao sao, tendo sido eles concebidos, eles mesmos como blocos constitutivos da mundialização liberal. (4). A cooperação Sul-Sul deve ser relevante aqui. De longe, e por boas razões, os países do Sul que são doadores tem recusado a participar do « clube dos bons doadores » da tríade imperialista.
3) Os problemas do mundo rural e do desenvolvimento da agricultura não devem ser colocados no centro da definição de uma estratégia por um outro desenvolvimento. A Declaração de Paris não saiu dos quadros de visão herdados da colonização, quer dizer, aquela de uma agricultura de exportação dos produtos tropicais, os quais se beneficiariam dentro da teoria convencional de “vantagens comparativas”. Em contra partida, deve ser dada prioridade ao vivrier dentro da perspectiva da soberania alimentar e nao da seguridade alimentar que é a origem da “crise alimentar” em curso. Esta prioridade implica em fazer políticas fundadas sobre a manutenção de uma população rural importante (em redução lenta e não acelerada). O acesso também tanto igual quanto possível ao solo e aos meios de exloração corretos, comando desta concepção de agricultura cidadã. Isso implica em reformas agrárias, o fortalalecimento da cooperação, por todo lado das macro-economias adequadas (crédito, fornecimento de intrants, comercialização dos produtos). Estas medidas são diferentes daquelas que o capitalismo histórico realizou na Europa e na América do Norte, fundadas sobre a apropriação do solo, sua reduçaõ ao status de mercadoria, a diferenciação social acelerada no seio dos camponeses e a expulsão rápida dos excedentes rurais “inúteis”. (5) A opção preconizada pelo sistema dominante, fundada pela rentabilidade financeira e a produção em curto prazo(aumentar rapidamente a produção, ao preço da expulsao acelerada dos camponeses a mais ) responde bem aos interesses das transnacionais do agro-business e de uma nova classe de agricultures ricos associados, mas não aqueles das classes populares e da Nação.
A alternativa implica numa postura em causa radical da libertação da mundialização da produção e do comércio internacional dos produtos agrícolas e alimentares, como já mostrou com força Jacques Berthelot. Ela passa pelas políticas nacionais de construção\reconstrução de Fundos nacionais de estabilização e apoio aos produtos agricolas de base, permitindo uma reorganização alternativa e eficaz dos mercados internacionais de produtos agrícolas.(6).
4) O desenvolvimento alternativo impõe uma maestria verossímil das relações econômicas com o exterior, dentre outro o abandono do sistema de “trocas livres”, pretensamente regulado pelo mercado, ao benefício de sistemas nacionais e regionais de trocas controladas. Ele se funda sobre o princípio da prioridade dada aos mercados itnernos (regionais e nacionais), e dentro deste quadro, em primeiro lugar, aos mercados que respondem por esta expansão da demanda das classes populares, não ao mercado mundial. É o que eu chamo de um desenvolvimento autocentrado e desconectado, juntando-se aos desenvolvimentos propostos por Yash Tandon.
NOTAS:
(1) Samir Amin, Is Africa really marginalized ?, in, Helen Lauer (ed), History and Philosophy of Science, Hope Public, Ibadan 2003.
(2) O caso do Níger, estudado por um equipe do FTM (Fórum do Terceiro Mundo), é exemplar. Este país recebe uma ajuda de uma amplitude excepcional de (50 % de seu orçamento) e continua no final da lista dos paises mais pobres. Falha na ajuda ? Ou mais forte que isso, falha no modelo de desenvolvimento imposto por esta ajuda.
(3) Anna Bednik, Bataille pour l’Uranium au Niger, Le Monde diplomatique, Junho 2008.
(4) Samir Amin et Bernard Founou-Tchuigoua, Les régionalisations, quelles régionalisations ? Site Web FTM ; partiellement in S. Amin et alii, Afrique, exclusion programmée ou Renaissance, Maisonneuve et Larose, 2005, p.p 129 et alii.
(5) Samir Amin, Globalisation and the Agrarian Question; in, B.N. Ghosh (ed), Globalisation and the Third World, Palgrave 2006.
(6)Jacques Berthelot, Site Web.
Jean Pierre Boris, Le roman noir des matières premières, Pluriel, 2005.* Samir Amin é presidente do Fórum do Terceiro Mundo.
** Traduzido por Alyxandra Gomes Nunes***Envie seus comentários para ou comente on-line www.pambazuka.org
Tagged under TICsO desenvolvimento dos países emergentes e também daqueles que enfrentam a classificação de pertencerem ao “terceiro mundo”, pelos fracos índices de desenvolvimento económico e social, passa mais pelo empenhamento nacional em políticas públicas de crescimento que pela generosidade das nações ricas, ainda que esta seja importante, necessária e, em muitos casos, quase vital para a subsistência de muitas comunidades.
Nos últimos anos, os líderes de diversos países africanos têm manifestado o propósito de criarem as condições para políticas sustentáveis que possibilitem uma real melhoria das condições de vida dos seus povos. Mas é também público que muitos desses discursos não vão além de exercícios de retórica de ocasião. Muitos desses líderes estão amarrados pelas próprias teias que criaram para se manter no poder.
O clientelismo político, a corrupção e a irresponsabilidade constituem ainda alguns dos maiores males com que se confrontam os países do “terceiro mundo”. E estas são doenças sociais que não são exclusivas deste ou daquele país, deste ou daquele continente.
Muitos personagens das elites políticas e económicas não abdicam da prática de confundir a gestão do interesse público com negócios privados; outros, ou os mesmos, ignoram compromissos, acordos ou parcerias. A ética não existe. A vampiragem tornou-se prática comum. O calote, outrora visto como um crime e motivo de desonra, é hoje praticado por muitos empresários e políticos, ou ambas as coisas, com o à-vontade de quem muda de camisa.
Clientelismo, corrupção e irresponsabilidade andam de mãos dadas na África, na América Latina, na Ásia. E também, ainda que sob formas aparentemente mais sofisticadas, mas não menos perniciosas, nos países ricos do Hemisfério Norte.
Nas últimas semanas, assistimos a compromissos públicos de combate à corrupção, e à falta de transparência das máquinas do poder, por parte de vários dirigentes e líderes de países lusófonos.
Cabo Verde, Angola e Moçambique fazem parte dos países africanos cujos dirigentes se comprometeram em levar por diante programas que visam a moralização da actividade pública e a gestão criteriosa e transparente dos dinheiros públicos.
Cabo Verde, conhecido como um dos países africanos com menor índice de corrupção - o que lhe tem valido, aliás, a captação de importantes recursos financeiros da cooperação internacional – vai lançar um programa destinado a esclarecer a população sobre corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes de colarinho branco.
Em Moçambique, altos funcionários do governo, incluindo um ex-ministro, sentam-se no banco dos réus, acusados de usarem e abusarem do erário público em benefício próprio.
Em Angola, foi o próprio Presidente da República quem veio a público afirmar a necessidade de dar combate à corrupção. Esta conjugação de vontades reflete não apenas um ciclo de aparentes virtudes que se descobrem mas, sobretudo, a convicção de que o desenvolvimento dos respectivos países, a criação de riqueza e a inserção na comunidade internacional obrigam à adopção de medidas urgentes que possibilitem iniciar a árdua tarefa de combater a corrupção, em todos os níveis, começando, obviamente, pelos grupos acastelados no poder.
*Alfredo Prado - Comentarista do grupo Africa 21, publicado originalmente em
* Envie seus comentários ao e-mail: [email protected] ou comente on-line em http://www.pambazuka.org/
Tagged under TICsAssociações de fotógrafos espalhados pelo país andam preocupadas com a medida unilateral introduzida pelo governo moçambicano de produzir bilhetes de identidade (BI) biométricos. Ressalvam que não estão contra as tecnologias, mas andam agastados pelo facto do Governo ter avançado para o novo método, sem se preocupar com o futuro deles. É que a captação de fotografias para efeitos de BI era a principal fonte de receitas daquele grupo. Porém, a Direcção de Identificação Civil (DIC) reconhece a situação, mas diz que não pode ficar à margem do desenvolvimento.
Tagged under TICsSão Paulo - O 1º Encontro de Professores para Sensibilização do Trabalho com a Diversidade Étnica Racial Brasileira – Educar para Diversidade, realizado ontem (6), em Caraguatatuba, cidade do estado de São Paulo, vai render bons frutos para os alunos tanto das escolas de ensino fundamental e médio, oficial, quanto do ensino particular. Na oportunidade, foi discutida a Lei nº 10.639/03, que determina o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, nas escolas de ensino fundamental e médio, oficial e particulares.
Tagged under TICsUma jornalista na Zâmbia foi absolvida nesta segunda-feira da acusação de pornografia por distribuir fotos de uma mulher dando à luz no estacionamento de um hospital em greve. A gestante havia procurado outros dois postos de saúde antes do hospital, mas, por causa da greve de trabalhadores do setor, o bebê morreu.
Segundo a correspondente da BBC Jo Fidgen, na Zâmbia, as fotos mostram o corpo do bebê saindo de dentro da mulher, mas a cabeça ainda dentro dela.
Fluxo de mercadorias entre Moçambique e os restantes países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) registou um crescimento de três por cento, como resultado do processo de implementação da Zona do Comércio Livre, cujo lançamento oficial ocorreu em Setembro de 2008. Fonte do Ministério da Indústria e Comércio destacou que este é um dos ganhos palpáveis do processo de facilitação do comércio actualmente em curso e que culminará com o desarmamento completo dos direitos aduaneiros na região.
Tagged under TICsDa discussão sobre soberania à influência internacional, das pessoas pagas para serem cabos eleitorais à falta de diálogo entre os candidatos e os eleitores, E a luta ainda continua... , exibido pela primeira vez no país, traz um retrato geral do processo eleitoral moçambicano 2004 sob um viés jornalístico e histórico 14 de setembro de 2009 - Na semana que inaugura a campanha para as eleições gerais moçambicanas deste ano, o festival de documentário Dockanema exibe, em três sessões, o documentário E a luta ainda continua... .
Tagged under TICsNa semana em que Eugénio Mateus, um antigo jornalista do semanário A Capital, foi levado a tribunal ( e condenado a pena de prisão suspensa de três meses) para responder a uma acção movida pelo chefe do Estado Maior-General das FAA, Pereira Furtado, que o acusa de crime de abuso de imprensa, o director da publicação, Tandala Francisco, foi chamado à DNIC para prestar declarações no âmbito de um processo que a Procuradoria Geral da República intentou contra o jornal.
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, apelou hoje, em Luanda, as autoridades policiais a intensificarem as investigações por forma a que os autores do assassinato da deputada Beatriz Salucombo sejam descobertos e levados à justiça. O apelo vem expresso numa mensagem do chefe de Estado dirigida à família, lida durante o acto de enterro da malograda, no cemitério Alto das Cruzes, pelo sociólogo Simão Helena, da Assessoria Social do Presidente da República.
Cobrir o decorrer das eleições em nove regiões não é tarefa fácil. Num país onde o dinheiro não abunda e onde há muitas histórias para relatar, os jornalistas guineenses vêm-se por vezes a braços com bastantes dificuldades. Mas apesar dos constrangimentos financeiros e de outra ordem, imaginação e a vontade de dar a conhecer a verdade parecem contudo transbordar na Guiné-Bissau.
Tagged under TICs Guinea BissauQuando a lustrosa Mercedes preta estacionou em frente ao tribunal, um funcionário correu para a porta do passageiro, se curvou profundamente, e então a abriu, com cerimônia. Um pé, calçado num sapato acinzentado, apareceu, seguido pelo resto do homem, Frederick Chiluba. Por uma década, Frederick Chiluba foi presidente de Zâmbia. Hoje, mais de sete anos depois que deixou o cargo, uma corte está decidindo se ele roubou de seu miserável povo. Um veredicto deve ser anunciado em 20 de julho.
Trata-se de eventos organizados pelo Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), e tem como propósito criar nos profissionais de comunicação social uma visão comum para o atendimento de questões ambientais, como interpretar os fenómenos naturais, os desastres ambientais e os problemas da degradação ambiental e suas causas. Os promotores da iniciativa pretendem também reflectir com os jornalistas sobre a busca de soluções sustentáveis na gestão dos recursos ambientais para as gerações presentes e futuras.
Tagged under TICsO mundo assinala hoje o Dia da Liberdade de Imprensa, instituído há 15 anos pelas Nações Unidas. A 3 de Maio de 1991, na Namíbia, entrava em vigor a Declaração de Windhoek, com o propósito de salvaguardar o estabelecimento, em todo o universo, uma imprensa livre, independente e pluralista. A efeméride constitui o corolário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, artigo 19º, que define que as pessoas têm direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não serem molestadas pelas suas opiniões.
A SADC (Southern Africa Development Community – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) mostrou esta semana ser uma organização que se guia pela lógica de ‘dois pesos e duas medidas’ na sua maneira de lidar com crises políticas. Ao cabo de um ano de minimização, ou mesmo de ‘nulização’, do Golpe de Estado perpetrado pelo comrade Robert Mugabe no Zimbabwe, eis que, em tempo recorde, o não comrade Andry Rajoelina, o militarmente indigitado presidente do Madagáscar, foi suspenso. Mas porquê se pode falar de Golpe de Estado tanto no apadrinhado Zimbabwe como na marginalizada Madagáscar?
Tagged under TICsDe repente, o sobressalto de milhares que se entregaram aos efeitos hipnóticos da doçura do "licor do sono" ofertado pelos que, em nome da República, mandavam e desmandavam como se a Guiné-Bissau fosse propriedade privada deles.
De repente, o despertar ressacado de anos de "embriaguez"; de uma "forçada" e rotineira embriaguez para se fugir ao exercício consciente da constatação penosa, mas real, da situação por que tem passado o nosso povo e da destruição paulatina dos alicerces que sustentam a Guiné-Bissau...Tagged under TICs Guinea Bissau(Maputo) Mais de 300 jornalistas desportivos africanos vão beneficiar, no próximo ano, de uma formação especial desportiva relacionada com Mundial ministrado pela Fundação AFP - uma organização sem fundos lucrativos da Agence France-Press, AFP - como parte de um programa financiado pela FIFA, instância dirigente do futebol ao mundial.
Tagged under TICsIyan-Tama – perseguido por falar sobre problemas sociais. Crédito: IPS A primeira vez que visitei o premiado cineasta nigeriano Hamisu Lamido Iyan-Tama na prisão, uma semana depois do seu encarceramento, o antigo candidato ao posto de Governador no Estado de Kano parecia estar bem disposto.
Impecavelmente vestido com o traje tradicional “dogon riga”, o único sinal fisíco que indicava o facto de estar preso era o par de sandálias de borracha. Brincava com os amistosos guardas, cumprimentava todos os visitantes pelo nome, descrevendo como, em Dezembro de 2008, um juiz do tribunal móvel o tinha condenado a três meses de prisão e a uma multa de 2.500 dólares por alegadamente não ter registado a sua companhia, a Iyan-Tama Multi Media, junto do Conselho de Censura do Estado de Kano.
Luanda - A República de Angola vai receber de 20 a 23 do corrente mês, pela segunda vez na sua história, a visita de um Papa, depois da deslocação em Junho de 1992 de João Paulo II.
Esta visita ocorre num momento em que as autoridades angolanas adoptam medidas para debelar os casos de violência no género que ultimamente tem surgido um pouco por todo o território nacional.
Os profissionais que vão trabalhar na cobertura da visita do papa, reuniram-se Sexta – feira, 13/03, com a Comissão que coordena as actividades.
No encontro os jornalistas obtiveram novos elementos e subsídios que vão facilitar o seu trabalho de cobertura da deslocação do sumo pontífice a Angola.
O prelado transpareceu na reunião que esta visita merece um tratamento especial para a classe jornalista, daí a necessidade de uma postura e perfil condignos.
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